PUNK BLUES REVIEW - DEATH OR GLORY
terça-feira, 15 de março de 2011
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Rafael Damasceno é um músico que não tem medo de confessar influências. Durante os shows, faz questão de incluir versões de Wilson Simonal, Gilberto Gil, Otto, Novos Baianos (ou Assis Valente, em termos precisos) e outros nomes importantes para sua trajetória pessoal de criação. Também nas canções autorais, o cantor e compositor feirense mostra ser possível realizar um trabalho maduro graças à convivência harmoniosa com as fontes, aos poucos se obtendo a tão sonhada propriedade de sons e dizeres.
O EP (Extended Play) intitulado Presente, primeiro lançamento oficial de Damasceno, traz os frutos dessa evolução. Apenas quatro faixas inéditas que cruzam, à vontade e ininterruptamente, as fronteiras entre velhos e novos referenciais da MPB. Incorporam o rock, o soul, o samba, e mais uma série de elementos encontrados na cartilha seguida por gente como Zeca Baleiro. O artista, envolvido em todo o processo, tem participação direta nos arranjos, na produção musical e na direção de arte.
“Jack Sou Som”, uma prima-irmã da “Jack Soul Brasileiro”, de Lenine, engrossa as homenagens a Jackson do Pandeiro e, claro, à brasilidade do regional. Informa a letra: “para o regional/ é essencial/ ser original”. Uma sábia constatação, pois não são poucos os casos em que a ânsia pelo regional descamba para a caricatura, ou mesmo em que a vontade de ser global partindo de um ponto regional resulta em qualquer mistura despersonalizada.
Em “Silêncio”, mais uma tributo. Agora ao paradoxo som-silêncio, que se conserva intrigante apesar de tão abordado. Reflete-se sobre o silêncio através da música, ao passo que o silêncio, com seu som inescrutável, vira necessidade: “silêncio para quem reza/ silêncio para oração/ silêncio/ silêncio para o velório/ silêncio na gravação”. Um não sobreviveria sem o outro, no fim das contas.
As tendências do instrumental – algo mezzo Lenine, mezzo Djavan – prosseguem nas demais canções. A swingada “Só Você” dá continuidade ao balanço “Jack Sou Som”. Já a contemplativa “Olho Por Olho”, em parceria com a jornalista e produtora executiva Daniele Britto, lembra “Silêncio” no uso da percussão e das cordas. Tudo muito bem pensado, nota-se. Rafael Damasceno, definitivamente, sabe o que quer.
MYSPACE: www.myspace.com/rafaeldamasceno
“ Do palco ao balcão”, o primeiro disco do Clube de Patifes lançado em 2001. Um marco na carreira e um dos melhores discos independentes lançados naquele ano no país. Fica parecendo autopromoção já que sou baixista da banda, mas antes de fazer parte do grupo, eu já afirmava isso para os quatro cantos, em blogs e no fanzine impresso que eu tinha na época, o disco é bom mesmo, pode baixar e ouvir. Quando ele saiu eu era apenas um admirador da banda e nem sonhava em fazer parte da mesma. Hoje sendo parte do Clube de Patifes e ouvindo dos dois componentes remanescente da época e atuais companheiros de estradas e irmãos, Paulo de Tarso e Pablues, foi uma gravação cheia de altos e baixos, com saídas e entradas de músicos, mas para nossa sorte e dos fãs da banda o disco não foi afetado, os arranjos são ótimos, o trio de Naipe é perfeito, Danilo 20 dedos é um gênio no piano e arrasa em músicas como Fele-me, blues songs, só para citar algumas, a guitarra ficou a cargo de Fred Barreto, grande bluesman de Salvador. Este disco é bem linear, o que se ouve é um Rhythym blues de muito bom gosto. Eu vejo este album como um tributo ao blues feito à maneira do Clube de Patifes, sem ser ortodoxo. Quem acompanha a banda ao vivo percebe como ela é visceral no palco e como a música é diversificada, não nos prendemos a nada além do que ouvimos, todas as nossas referências musicais estão contidas na música do Clube de forma escancarada ou sutil, com as mudanças na formação, a banda agora tem uma pegada mais rocknroll, mas não foge da suas raizes, está mais suja, mais pulsante e o novo disco mostra um pouco essas mudanças. Em breve postarei o segundo disco da banda. Enquanto isso aproveitem "Do palco ao balcão" grande disco (sem exageros) do blues nacional.





Vamos iniciar nosso TOP FIVE com um dos bateristas da banda Soteropolitana Vendo 147, Dimmy “Demolidor”. O Grupo faz rocknroll instrumental de altíssima qualidade, é atualmente uma das bandas mais bem sucedida do rock feito na capital baiana. Este ano que passou a banda lançou o excelente EP homônimo, que rendeu críticas bem positivas e contribuiu para que a banda participasse de grandes festivais pelo Brasil a fora, para 2010 muita expectativa já se tem criado em relação ao disco cheio que o grupo pretende lançar em abril, enquanto isso confiram o EP da VENDO 147 e os 5 nomes escolhidos por Dimmy para compor a lista das 5 melhores bandas que ele ouviu em 2009.
TOP FIVE DE DIMMY "O DEMOLIDOR"
02 - RETROFOGUETES - CHA CHA CHA
03 - PATA DE ELEFANTE - UM OLHO NO FOGO, OUTRO NA FAGULHA
04 - SICK SICK SINNERS - ROAD OF SIN
05 - BLACK DRAWNING CHALKS - BIG HOLIDAY

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