Wilson Aragão - Guerra de Facão

segunda-feira, 21 de março de 2011

Este é Wilson Aragão, artista baiano que me dá muito orgulho, é lindo demais essa canção, do album de mesmo nome Guerra de Facão. Depois posto o disco aqui!

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PUNK BLUES REVIEW - DEATH OR GLORY

terça-feira, 15 de março de 2011




Esta é uma banda que dispensa apresentações, ou melhor, que se apresenta perfeitamente no nome. Punk Blues Review, é exatamente isso que você vai encontrar neste segundo album destes americanos vindos de Nova York, uma revisita ao blues tradicional, releituras de canções como I Put A Spell on You, Baby Please Don't Go, Be My Baby, entre outras. Pois bem, imagine uma banda punk tocando elas? O resultado vai ser exatamente esse, o album Death or Glory, blues visceral tocado com a mesma energia de John Lee Hooker, Robert Johnson, Ramones, Social Distortion, Johnny Cash, Sex Pistols, não necessariamente nesta ordem. E ainda tem mais! Tudo isso vem contrapondo com o vozerão de uma verdadeira diva do blues, a talentosíssima Exene Cerveneka. Um achado!!!

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RAFAEL DAMASCENO - PRESENTE (2011)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011





Rafael Damasceno é um músico que não tem medo de confessar influências. Durante os shows, faz questão de incluir versões de Wilson Simonal, Gilberto Gil, Otto, Novos Baianos (ou Assis Valente, em termos precisos) e outros nomes importantes para sua trajetória pessoal de criação. Também nas canções autorais, o cantor e compositor feirense mostra ser possível realizar um trabalho maduro graças à convivência harmoniosa com as fontes, aos poucos se obtendo a tão sonhada propriedade de sons e dizeres.


O EP (Extended Play) intitulado Presente, primeiro lançamento oficial de Damasceno, traz os frutos dessa evolução. Apenas quatro faixas inéditas que cruzam, à vontade e ininterruptamente, as fronteiras entre velhos e novos referenciais da MPB. Incorporam o rock, o soul, o samba, e mais uma série de elementos encontrados na cartilha seguida por gente como Zeca Baleiro. O artista, envolvido em todo o processo, tem participação direta nos arranjos, na produção musical e na direção de arte.


“Jack Sou Som”, uma prima-irmã da “Jack Soul Brasileiro”, de Lenine, engrossa as homenagens a Jackson do Pandeiro e, claro, à brasilidade do regional. Informa a letra: “para o regional/ é essencial/ ser original”. Uma sábia constatação, pois não são poucos os casos em que a ânsia pelo regional descamba para a caricatura, ou mesmo em que a vontade de ser global partindo de um ponto regional resulta em qualquer mistura despersonalizada.


Em “Silêncio”, mais uma tributo. Agora ao paradoxo som-silêncio, que se conserva intrigante apesar de tão abordado. Reflete-se sobre o silêncio através da música, ao passo que o silêncio, com seu som inescrutável, vira necessidade: “silêncio para quem reza/ silêncio para oração/ silêncio/ silêncio para o velório/ silêncio na gravação”. Um não sobreviveria sem o outro, no fim das contas.


As tendências do instrumental – algo mezzo Lenine, mezzo Djavan – prosseguem nas demais canções. A swingada “Só Você” dá continuidade ao balanço “Jack Sou Som”. Já a contemplativa “Olho Por Olho”, em parceria com a jornalista e produtora executiva Daniele Britto, lembra “Silêncio” no uso da percussão e das cordas. Tudo muito bem pensado, nota-se. Rafael Damasceno, definitivamente, sabe o que quer.


MYSPACE: www.myspace.com/rafaeldamasceno


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Tulipa Ruiz - Efêmera 2010

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011



Primeira postagem de 2011, a primeira depois de muito tempo, o corre corre do dia-a-dia me deixou sem tempo para o blog, mas vamos lá. Tulipa Ruiz, um dos nomes mais badalados em 2010, esteve presente em quase todas as listas de fim de ano com o título de melhor disco, revelação, melhor cantora e por aí vai. E realmente se trata de um excelente trabalho, um disco leve, bem feito, com excelentes canções e muito bom gosto no trabalho, confiram.

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Mostra de Música de Maranguape - Primeiro Dia

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Maranguape é uma cidade que faz parte da grande Fortaleza, fica a 19 Km da capital cearense e tem população de 120 mil habitantes. A II mostra de música independente de Maranguape é realizada pela prefeitura da cidade com a produção do Panela Discos. O Festival aconteceu nos dias 21 e 22 de janeiro.

Primeiro dia


A primeira noite do festival

iniciou chuvosa, passava das 20 horas quando a Hélade, banda local, iniciou sua apresentação no Teatro da Sociedade Artística de Maranguape. A banda é bem nova, apenas 2 meses de existência, mas a maturidade dos músicos não deixa em nenhum momento a banda soar como verde ou inexperiente. A Hélade fez um show como se deve, já que se tratava de uma mostra de música independente, ter um repertório todo autoral foi extremamente importante para a banda ir se posicionando na cena de sua cidade e do estado. As canções executadas estarão presente no primeiro EP do grupo segundo a vocalista. Formada por Junior Leão (Guitarra), Paulinho (Baixo), Cão (Bateria) e a belíssima Manu Volkova na voz. Hélade mostrou com muita competência que sabe equilibrar peso e melodia muito bem, as influencias do grupo passam por bandas como Lacuna Coil e Within Temptation, mas não pense que se trata de uma cópia dos nomes supra citados, longe disso, as referências sutis no som da Hélade, que é bem original, diga-se de passagem, e conta com outra característica bem legal que é de ter letras em bom português e é claro um potencial incrível. Com certeza iremos ouvir falar muito na Hélade.

Manuvolkova, vocalista do Hélade.

Quem subiu ao palco logo em seguida foi outra banda de Maranguape, a banda de Metalcore As Thy Death, a banda tem 1 ano de existência e o show na Mostra era sua 5ª apresentação, com influencia de As I Lay Dying e KSE a banda fez uma apresentação com músicas de sua primeira demo Price of Dreams e algumas inéditas, o show também foi todo autoral, com muito peso e um vocal poderoso, Caio (baixo), Naiara (Bateria), Tiago (Guitarra) e Junior (Vocal), fizeram uma apresentação que agradou em cheio ao público que a cada banda que se apresentava ia se chegando.

As thy death

A banda de Pacatuba Parabólicos tem 4 anos na ativa, 1 disco lançado, chamado “o tempo não demora”, e foi o primeiro grupo da noite a arriscar alguns covers, como Que país é este e Fátima da Aborto Elétrico. A banda tem influencia do rock dos anos 80 como Plebe Rude, Engenheiros do Hawai e a já citada Legião Urbana. Parabólicos tem composições muito boas e achei desnecessários os covers que citei, aliás foi a única banda da noite a inserir covers no repertório, a banda tem potencial e deve valorizar isso, o show é legal, mas rolou uma fato um tanto curioso na apresentação dos garotos de Pacatuba, a apresentação aconteceu inteira sem o contra-baixo, por algum motivo o baixista Paulo Sérgio desligou seu instrumento e seguiu o show inteiro com ele desligado. Fora isso o show foi bem honesto, as composições da banda são muito boas.

Parabólicos

Para encerrar este primeiro dia de festival, subiu ao palco a banda de Fortaleza Falácia. Paulinho (Voz), Pedro (Bateria), Jeferson (Baixo) e Edson (Guitarra) fizeram o Teatro da Socieade dos Artistas tremer com seu Thrash Core cantado em português, e lógico que fazendo essa mistura pesada de HC, Punk e Metal, obrigatoriamente iriam resultar em letras engajadas e que denunciam todas as mazelas sociais e políticas em nosso país. Falácia só no nome, pois Paulinho (Vocal) afirma que a banda vive o que prega nas letras e estão diretamente ligados aos movimentos sociais de sua cidade.

Falácia

Primeira noite perfeita da II Mostra de Música de Maranguape só nos deixou na expectativa para o segundo dia que contaria com 7 bandas.

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A Baía de todos os Rocks

terça-feira, 9 de novembro de 2010


No ano de 2008 nasceu o Prêmio Bahia de Todos os Rocks e eu achei uma idéia genial, ainda acho, e aí abriu as inscrições, muita gente do interior se inscreveu, minha banda também, e quando enfim sai o resultado, decepção, não se tratava de uma festa do rock baiano, e sim do rock feito em Salvador. Dois anos se passaram e vem de novo o mesmo prêmio, desta vez mais incisiva na divulgação pelo interior da Bahia, novas expectativas, centenas de bandas inscritas, também do interior e de novo, decepção.


Onde está o rock baiano? De novo o rock feito em Salvador é premiado, indicado e de novo me questiono porquê? Os argumentos já sei de có, a produção no interior não tem qualidade, é inferior ao produzido em Salvador. Tudo bem, pode até ser, mas se a qualidade não é das melhores, não há como fugir disso, esse é o rock baiano, essa é a realidade do rock feito na Bahia, a menos que o BTR trabalhe com recorte, mas se o prêmio pretende vislumbrar essa cena baiana, tem que saber dessa diferença, excluir todas as bandas de rock do interior baiano, é afirmar que não existe rock fora de Salvador e aí eu questiono cada um dos membros do juri. O que eles sabem do rock feito no interior da Bahia? O que eles sabem do rock de Feira de Santana ou do rock feito em Vitória da Conquista, em Coité, quais são as referências históricas locais? Quem são nossos dinossauros? Com certeza eles não sabem.


O júri do Prêmio BTR está entre amigos, está num ambiente que respiram a 10, 20 anos, o juízo de valor é instintivo. Assim como Ricardo Cury é um músico referência na capital, para a maior parte das bandas de rock no interior baiano não significa nada, é um nome estranho, com raríssimas exercções , quase todos os indicados são referências locais, quem é Paulinho Oliveira? Os jornalistas que fazem parte do juri também, formados na UFBA, diretamente inserido na cena da capital e mais nada. É algo raríssimo ter uma matéria com uma banda vinda do interior, não existe essa preocupação, se o prêmio continuar nesse rumo, nunca terá uma banda do interior presente, nem nunca teremos uma banda realmente de qualidade no interior baiano, pois se não há exposição das bandas, os frutos dessa exposição não vem também obviamente e se os jornalistas e jornais como Correio da Bahia e Jornal A Tarde que circulam no interior também não estão nem um pouco preocupados com o que é produzido no interior baiano, lógico que só teremos bandas da capital em um prêmio como este. Ou deixaremos de ter bandas inscritas no evento por desacreditar no prêmio. Podem me chamar de chato e de reclamão, mas eu vou continuar brigando por maior democratização destes espaços, afinal a Bahia é mais interior que capital e enquanto não começarmos a brigar por isso, vamos continuar marginalizados.

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The Baggios - O Azar me Consome (2010)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desde que ouvi Baggios pela primeira vez, achei fantástica a banda. Julio é um grande guitarrista e Gabriel é excepcional também. Eu vi Gabriel fazer um show aqui em Feira com a Plástico Lunar sem ensaiar e foi surpreendente a participação dele, o cara é muito bom mesmo. Então em se tratando desta dupla, não dá para não criar expectativa quando se anuncia que um novo trabalho estar por vir. O aperitivo já está pronto, é o single “O Azar Me Consome” com lançamento nacional previsto para hoje, 23 de julho e está sendo lançado em conjunto com a Brechó Discos aqui da Bahia e o Fora do Eixo Discos. Além da faixa título, vem de bônus nesse trabalho, “Can’t Find My Mind” (Versão da pesada de uma música da lendária banda The Cramps) e “Canção dos Velhos Tempos” (a qual vem com um pé no folk e o outro no Blues Raiz). Essas três faixas são uma bela amostra do que vem por aí, peso, muito groove, a guitarra incendiária de Julio e seus riffs certeiros que no single só se cala na última faixa para dar lugar a uma viola e uma flauta, encerrando o trabalho com um ar bem bucólico. Eu pessoalmente gosto muito das músicas cantadas em português, espero que o novo disco esteja recheada delas. Mas minhas preferências a parte, esta aí para acalmar os ânimos de quem espera ansioso o novo disco da dupla sergipana, o novo single do Baggios “O Azar me consome” .


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Simona Talma - A moça mais vagal que há

quinta-feira, 22 de julho de 2010



Download


Bem, eu tenho deixado meio de lado o blog, por conta da correria com trabalho, universidade e a banda, mas posso demorar mas sempre apareço com algo que vale a pena, dessa vez vou deixar aqui o disco de Simona Talma, quem quiser conferir a resenha que fiz para o blog da Revista Transa é só dá um click AQUI . O disco é excelente, vale muito a pena conferir.

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