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Clube de Patifes - Do palco ao balcão (2001)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

“ Do palco ao balcão”, o primeiro disco do Clube de Patifes lançado em 2001. Um marco na carreira e um dos melhores discos independentes lançados naquele ano no país. Fica parecendo autopromoção já que sou baixista da banda, mas antes de fazer parte do grupo, eu já afirmava isso para os quatro cantos, em blogs e no fanzine impresso que eu tinha na época, o disco é bom mesmo, pode baixar e ouvir. Quando ele saiu eu era apenas um admirador da banda e nem sonhava em fazer parte da mesma. Hoje sendo parte do Clube de Patifes e ouvindo dos dois componentes remanescente da época e atuais companheiros de estradas e irmãos, Paulo de Tarso e Pablues, foi uma gravação cheia de altos e baixos, com saídas e entradas de músicos, mas para nossa sorte e dos fãs da banda o disco não foi afetado, os arranjos são ótimos, o trio de Naipe é perfeito, Danilo 20 dedos é um gênio no piano e arrasa em músicas como Fele-me, blues songs, só para citar algumas, a guitarra ficou a cargo de Fred Barreto, grande bluesman de Salvador. Este disco é bem linear, o que se ouve é um Rhythym blues de muito bom gosto. Eu vejo este album como um tributo ao blues feito à maneira do Clube de Patifes, sem ser ortodoxo. Quem acompanha a banda ao vivo percebe como ela é visceral no palco e como a música é diversificada, não nos prendemos a nada além do que ouvimos, todas as nossas referências musicais estão contidas na música do Clube de forma escancarada ou sutil, com as mudanças na formação, a banda agora tem uma pegada mais rocknroll, mas não foge da suas raizes, está mais suja, mais pulsante e o novo disco mostra um pouco essas mudanças. Em breve postarei o segundo disco da banda. Enquanto isso aproveitem "Do palco ao balcão" grande disco (sem exageros) do blues nacional.



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MAGIC SLIM & JOE CARTER

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


A alguns dias atrás um amigo meu me fez esta pergunta absurda: “ Jo, como eu devo me portar ao ouvir um blues? Eu não sei ouvir blues cara. Gosto, mas não sei como ouvir”. Fiquei alguns segundos tentando entender até que enfim disse: “Sei lá! Caramba! Como se comportar? Acho que não sei.” Mas eu sabia e sabia também que essa pergunta só foi feita porque criou-se essa coisa no Brasil de que Blues é música da elite, mas o blues se ouve do mesmo jeito que se ouve qualquer outra música, blues é bom pra dançar, é bom para se tocar numa festa, é bom para ouvir sentando num bar, tomando um vinho, um conhaque, ou cerveja. Não tem que criar essa redoma em torno do estilo, os bares onde rola blues são caríssimos, cheios de requinte, mas o blues é música do povo, é música de festa, é música de pobre, como diria Luiz Gonzaga, feita em Dó maior e é pra se ouvir do jeito que quiser.

Depois dessa conversa fiquei pensando, puxa, como desmistificar isso? Cheguei a conclusão de que não há essa necessidade, tá tudo aí na internet para quem quiser ouvir e conhecer e descobrir toda beleza e simplicidade do blues e de toda e qualquer música que é construída a partir da cultura popular de um povo. Mas lógico que aproveitando o gancho, no restante da semana vou postar alguns discos de blues que gosto muito, para quem quiser conhecer um pouco mais do que se trata essa coisa toda, e por si só irão derrubar alguns mitos.

O primeiro disco que escolhi foi este That Ain't Right, disco de Magic Slim & Joe Carter, que são dois artistas com obras separadas mas que se reuniram para fazer esse album. Para quem não conhece Magic Slim e Joe Carter, são dois gigantes do blues mundial vindos de Chicago, na verdade, Magic Slim saiu do Mississipi para Chicago e Joe Carter da Georgia também para lá, mas faziam o blues típico de Chicago, mas isso é outra história, para entender um pouco, wikpédia tem boas informações sobre o blues de Chicago.

Pois, dessa reunião nasceu esse disco que é excelente, e tem tudo que um bom disco de blues precisa, balanço, muita guitarra e muito improviso. Magic Slim é conhecido por tocar com guitarras cruas, sem pedais de efeito e também por não gostar de ensaiar, é o blues no estado mais puro que se pode alcançar usando uma guitarra elétrica.



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THE BAGGIOS

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


The Baggios é oriunda do interior de Sergipe, cidade de São Cristovão, é composta por dois Integrantes, Julio Andrade (guitarra e voz) e Gabriel Carvalho (bateria). Pois é, a banda é na verdade um duo, agora na sua cabeça logo virá a imagem da inglesa White Stripes, ou da americana Black Keys? Seja uma ou outra, desfaça imediatamente essa imagem, esqueça essa comparação, pois apesar de assim como White Stripes ou a Black Keys, ter dois componentes, e de também, ter como principal fonte de inspiração o blues rock, as semelhanças param por aí. Quando vi a banda pela primeira vez ao vivo, no Festival Feira Noise, na hora pensei, “Esses caras sabem muito bem o que estão fazendo”, riffs marcantes, bateria precisa, músicas empolgantes, Rocknroll! Blues! Dois caras no palco, Gabriel é um baterista fantástico e Júlio não fica atrás, grande músico, e guitarrista de rara habilidade e que tem como principal escola, é claro, o blues. A voz de Júlio lembra um pouco o velho Raulzito, as letras são em português, na sua maioria, quase todas sobre o cotidiano de quem vive numa cidade do interior de Sergipe. Em 2007 foi lançado a primeira Demo do Duo, e em 2009 saiu o EP Hard Times, nestes trabalhos, principalmente no último você vai passar por vários ambientes e perceber referências diversas, num momento vai lembrar o Led, num outro Raul Seixas, outro momento John Lee Hooker, Rolling Stones, e neste vai e vem de sensações sonoras você vai perceber que está diante de uma das melhores coisas lançadas este ano no Brasil, ouça Black Man Dog, Trem da Nostalgia, Candangos Bar e vai entender exatamente o que estou falando.
Júlio já nos autorizou a disponibilizar os discos aqui no blog, portanto é só baixar e ouvir!





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MARIA SCOMBONA - SE


Henrique Teles é sem sombra de dúvida grande figura do Maria Scombona, assim como Lirinha é a figura central do Cordel do Fogo Encantado. Ele é um grande compositor, profundo conhecedor da cultura nordestina, mas o é, sem se isolar do resto do mundo, e o que ele produz na banda comprova toda essa interação com a música e cultura contemporânea, é dessa fusão de várias linguagens que nasce a banda Maria Scombona, composta por músicos excepcionais e conhecedores de causa, sabem exatamente onde querem chegar, e por qual caminho seguir. A sonoridade passeia logicamente por todo regionalismo nordestino, mas o blues é presença forte, o soul e o rock, ta tudo junto destilando um som genuinamente brasileiro. O grupo tem dois albuns lançados, “Grão” de 2002, excelente, com faixas maravilhosas como Lucimar, Vinte Meninas e Precisão e seu segundo trabalho que foi lançado em 2007 intitulado “Mais de Um Nós” também segue o ritmo do primeiro e conta com canções impagáveis como Mundo Muda, Retos Versos e Desaforo. Deleitem–se portanto com Maria Scombona!











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HOUND DOG TAYLOR

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


A alguns dias um senhor “bluesman” de Salvador, estava fazendo uma oficina sobre guitarras de blues em Camaçari e de repente pediu à platéia para citar alguns nomes do blues especialistas em Slide, alguém imediatamente gritou sabiamente “Hound Dog Taylor!” e a resposta do “grande blues man” foi: “tô falando de guitarrista”, quer dizer que Hound Dog Taylor não se enquadrava? Quanta Ignorância! Parace que estou sendo exagerado, mas para se entender o tamanho do absurdo basta ter uma noção mínima do que é o blues, de onde veio, quem foram os protagonistas dessa história, a partir daí você irá saber a quem devemos ter o mínimo de respeito, mesmo quando não há admiração. Falar de Slide sem citar pelo menos um um dos mestres do blues raiz, é como falar de forró sem citar Luiz Gonzaga, é de uma ignorância sem tamanho, primeiro por que, tocar guitarras com slide, é pra início de conversa uma invenção dos negros americanos do fim da década de 20 do século passado, é uma técnica desenvolvida por eles e aprimorada por eles também, o cara que foi desprezado pela figura que dirigia a oficina é considerado um dos maiores nomes do blues e tinha fama de ter 6 dedos, adquirida justamente por sua grande habilidade com o slide. A Referência para ele, o bluesman soteropolitano, é o Duane da banda americana The Allman Brothers. Legal, mas quando Duane Allman nasceu, Hound Dog Taylor estava em algum bar tocando, tomando uma dose de Jake e se utilizando de uma técnica que Duane só iria descobrir no início dos anos 60. Em homenagem a essa figura que é para dizer o mínimo, desinformada, vou postar aqui três discos do mestre do slide Hound Dog Taylor, talvez ele nunca tenha ouvido, o guitarrista do Allman Brothers com certeza se tornou um grande músico por prestar atenção a nomes como Blind Willie Johnson, Blind Willie McTell, Mississippi Fred McDowell, Son House, Robert Johnson e é claro Hound Dog Taylor.

Também ja estava mais que na hora de eu postar algum disco de blues aqui, portanto, com vocês, Mr. Hound Dog Taylor!!!


Hound Dog Taylor and the HouseRockers - Selftitled




Hound Dog Taylor and the HouseRockers - Natural Boogie





Hound Dog Taylor - Beware Of The Dog





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VALENTINA - (2009)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


O Blues no Brasil tem grandes nomes, respeitados, com história e muitos discos lançados, nomes como Blues Etílicos, Celso Blues Boy, Big Gilson, em Salvador temos o Álvaro Asmar, que sempre foram referências para o blues que é feito em terras tupiniquim, mas fazer blues no Brasil, nunca significou fazer Blues Brasileiro e aí me alegro e muito, ao ouvir bandas como Valentina, fazendo blues com cara de Brasil. As referências ao blues e o soul americano são nítidas mas este EP, que contém 3 faixas cantadas em português, nos mostra com maior clareza que o blues feito no Brasil, ainda bem, tem ganhado identidade. E não falo isso não é só pelo fato da banda cantar em português, outras bandas já fizeram isso, o que dá o tom nacional mesmo que com sutileza, está impregnado em toda a estética e estrutura das músicas, um pouco de Elis Regina aqui, Maria Rita? Talvez... às vezes um pouco de Cazuza ali, e muito de Valentina.

O nome da banda foi inspirado numa personagem dos quadrinhos do desenhista italiano Guido Crepax, e partindo desse tom erótico das histórias de Valentina (Personagem) e guiados pela voz sensual de Fernanda Carrera, é que enfim alcançamos o universo de Valentina (Banda), composto por belos solos de guitarra, ótimas letras, uma excelente vocalista e muito groove! Na verdade para não dizer que este EP não tem defeito, tem um, é o fato dele conter apenas 3 músicas, mas aí para os mais incontidos como eu, basta colocar o som no repeat e ouvir muito Valentina de preferência lendo os quadrinhos de Guido.

A banda é formada por Fernanda Carrera (vocal), Gregory Nogueira (guitarra e vocal), Leandro Bonfim (contrabaixo), Liana Barreira (bateria) e Roberto Cândido (guitarra e vocal).

01. Rascunho
02. Divã
03. Meias verdades

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LITTLE WALTER - MY BABE

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

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